
A denúncia apresentada ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), contra o ex-presidente Lutero Ponce (PMDB), foi um dos assuntos mais discutidos na sessão desta quinta-feira na Câmara.
Lutero voltou a cobrar de Deucimar os nomes de todas as pessoas que oameaçam de morte. “Há mais de dois meses, nesta Casa de Lei, mais precisamente no dia 10 de março, apresentei requerimento à Mesa Diretora para que revelasse os nomes dos servidores e vereadores que ameaçam Deucimar de morte, mas até hoje não recebi nada”, afirmou Lutero.
Segundo o ex-presidente, Deucimar concedeu entrevista a um site da Capital fazendo a mesma denúncia, também no dia 10 de março, porém até hoje nunca revelou os nomes das supostas pessoas que estariam o ameaçando de morte.
Sobre as denúncias apresentadas ontem, Ponce questionou a legalidade jurídica da auditoria feita em suas contas a pedido de Deucimar. “Vou responder ‘item por item’ das irregularidades apontadas nessa auditoria, durante uma entrevista coletiva que será realizada no máximo até terça-feira da semana que vem”.
O parlamentar disse que ainda não recebeu o relatório e que aguarda também todas as cópias dos anexos, como notas fiscais e outros documentos. “Essa auditoria é independente e não tem nenhuma legalidade, diferente de auditorias e investigações feitas pelo Tribunal de Contas do Estado, pelo Ministério Público, e pela Delegacia Fazendária”, disse Lutero, lembrando que “essa auditoria pode servir apenas para embasar outras investigações pelos orgãos competentes.
Os vereadores Everton Pop (PP) e Domingos Sávio (PMDB), presidente e relator da Comissão de Ética da Câmara - respectivamente, afirmaram que improbidade administrativa não pode ser analisada pela comissão. Com isso, segundo Pop, a comissão não pode pedir a cassação do vereador Lutero Ponce.
Lutero garantiu que não teme a cassação do seu mandato, pois segundo ele, fez um excelente trabalho por Cuiabá. “Vou chamar todos os meus secretários para identificar se houve mesmo alguma falha. Vou assumir as irregularidades insanáveis e caso seja preciso vou devolver dinheiro aos cofres públicos”, frisou.

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