terça-feira, 26 de maio de 2009

MT não corre risco de estiagem; o grande problema é baixa umidade do ar

Lenine Martins/Secom-MT
1º Encontro Interestadual para Enfrentamento da Seca
A estiagem inesperada, que nos últimos tempos vem assolando algumas regiões do país, felizmente não afetará Mato Grosso nos próximos meses. Os dados são favoráveis e o Estado encontra-se em um estágio de normalidade. A grande preocupação continua sendo os baixos índices da umidade relativa do ar. As informações são da equipe técnica do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). As declarações foram dadas durante o 1º Encontro Interestadual para Enfrentamento da Seca – Pré-Seca 2009. Órgãos ambientais de MT, RO e AC irão traçar estratégias para o período de estiagem na região. Reduzir as queimadas e prevenir incêndios florestais são alguns dos objetivos. 

Segundo informações da chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto do Sipam em Porto Velho (RO), Janete Rodrigues, a população não precisa se preocupar com situações de estiagem em MT. “As condições que se encontra é de um diagnóstico de normalidade. Os dados indicam que até agosto a situação permaneça como está. No entanto, em se tratando de MT, essa normalidade é considerada seca assim como nos últimos anos. De fato, será como o ano anterior, portanto, não fugirá dos padrões”, justificou Janete. 

O Sipam é um órgão federal ligado à Casa Civil da presidência da Répública, que tem por finalidade consolidar uma rede que possa atuar no monitoramento, alerta e prevenção de eventos meteorológicos adversos, aproveitando experiências já existentes em seu banco de dados para prevenção de catástrofes e eventos meteorológicos na região Amazônica. O instituto integra todas as informações que são utilizadas para o desenvolvimento da região. O órgão possui sede em Brasília e disponibiliza três centros operacionais – Porto Velho, Manaus e Belém. 

Em termos de temperatura, a chefe do Sipam em RO disse que também encontra-se em um padrão de normalidade. Ela comentou que no próximo dia 28, haverá reunião mensal dos três centros operacionais, que simulará os índices para o segundo semestre desse ano. 

Questionada sobre a possibilidade de efeitos do El Niño em MT, Janete disse que os fenômenos da natureza são dinâmicos e que o homem busca entender os fatos. Por outro lado, revelou que não é de se preocupar já que nos próximos anos, o fenômeno vai se configurando, ou seja, perdendo a força. 

Durante o evento serão apresentados os dados de focos de calor do ano de 2009, o prognóstico do clima para a estação seca e as situações específicas de cada Estado.

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