segunda-feira, 25 de maio de 2009

Polícia prende cinco suspeitos de maus tratos a galos em rinha de aposta


  • Reprodução/TVCA

Cinco pessoas foram presas em uma operação desencadeada neste sábado (23) pela Polícia Militar e órgãos de fiscalização ambiental em Rondonópolis (distante a 212 quilômetros de Cuiabá) que resultou na apreensão de galos que eram utilizados para brigas com aposta e ainda pássaros silvestres que eram mantidos em cativeiro.

Na primeira residência alguns animais foram encontrados presos em gaiolas de madeira. Outros galos estavam na área destinada às brigas. O que caracteriza a prática como ilegal, segundo informações dos órgãos ambientais são as esporas artificiais e os sinais de maus tratos presentes nos animais, como feridas e sangramento. Três homens foram presos durante a abordagem policial nos fundos da residência.

Na outra casa localizada na mesma rua onde três pessoas foram presas, mais galos foram encontrados também em gaiolas e amarrados em um pequeno quarto que fica no quintal. O proprietário da residência era o encarregado de cuidar dos animais. Durante a operação, a equipe de fiscalização encontrou ração para as aves e outro espaço onde eram realizadas as rinhas.

Em ambos os locais haviam pássaros silvestres, ao todo, 10 canários da terra, um coleiro e um papagaio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a multa por manter pássaros silvestres em cativeiro é de R$ 500,00 para cada animal. Se constatado maus tratos, a multa pode chegar até R$ 3 mil. A pena para esses crimes, em caso de condenação, varia de três meses a um ano.

Segunfo informações repassadas pela Polícia Militar, todos os animais foram adquiridos pelo dono de um supermercado que fica próximo ao local das apreensões. A Polícia Militar realizou uma revista no estabelecimento comercial e dentro do caixa foi encontrado um revólver calibre 38 com cinco munições intactas. Também foram apreendidos uma moto e dois carros de passeio. O dono do supermercado também foi preso. Ainda de acordo com a PM, os suspeitos também podem responder por formação de quadrilha.

Cuiabá: um caso atípico

Em Cuiabá, uma associação avícola, ironicamente conhecida entre os freqüentadores como Sangue, promove brigas toda a semana. A polícia já tentou fechar o local, mas por uma decisão judicial a atividade continua.

Em 11 anos foram três julgamentos, todos favoráveis à associação que mantém a rinha. No último, os desembargadores entenderam que a briga de galos é uma manifestação cultural e torna Mato Grosso o único local do país em que a rinha é amparada pela justiça.

No Brasil há 10 anos, a lei que define os crimes ambientais proíbe a rinha de galos, por considerar uma forma de violência humana contra animais. Em outros estados esta atividade é combatida pelas autoridades. O caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal.

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