A Polícia Civil de Sinop (cidade distante a 500 quilômetros de Cuiabá) investiga o paradeiro da mulher que abandonou um recém-nascido em uma oficina mecânica na noite de ontem (17) na cidade. Segundo informações do Conselho Tutelar do município, o menino foi encontrado pelo proprietário do estabelecimento dentro de um dos carros enrolado a um tapete. A criança ainda estava com o cordão umbilical, indício de que teria nascido horas antes do ocorrido.
Ao encontrar o menino, o mecânico acinou uma equipe do Corpo de Bombeiros que rapidamente encaminhou a criança para o Pronto Atendimento. Na unidade hospitalar, o bebê recebeu cuidados médicos onde também foi retirado o cordão umbilical para evitar infecções. Ainda segundo informações de uma conselheira, o bebê está bem e não corre risco de morrer. Ele nasceu com 51 cm de altura e pesa pouco mais de 2,7 quilos.
O bebê permaneceu internado até as 08 de hoje quando foi levado para o Centro Social Menino Jesus. No local ele vai aguardar a decisão da Justiça. Até o momento nenhum familiar se apresentou. Já o Conselho Tutelar registrou um Boletim de Ocorrência à Polícia que fará as buscas na cidade para localizar a mãe do recém-nascido. A Polícia pretende fazer uma varredura nos prontuários de hospitais e maternidades da região para identificar mães que tiveram filhos recentemente.
entramos em contato com a 5ª Vara da Família do Fórum de Justiça de Sinop para obter mais informações sobre o caso, mas ninguém atendeu os telefonemas. Uma assistente social do Fórum informou que já foi encaminhado um ofício à comarca e que os trâmites judiciais já estão em andamento. Enquanto isso, a criança deverá ficar sob os cuidados das mães sociais do Centro Social, que terá que aumentar a sua estrutura para atender o menino e outras duas outras crianças que deram entrada na casa recentemente.
Abrigo
Com 22 crianças abrigadas atualmente, o Centro Social Menino Jesus é referência na região no atendimento de crianças vítimas de violência. De acordo com informações do coordenador do abrigo, João Carlos Girardi, a casa foi criada para amparar crianças em risco social.
Com a chegada do recém-nascido, mais profissionais terão que ser contratadas. "Agora teremos que ter pelo menos mais duas profissionais para cuidar dessas crianças pequenas", confirma.
Girardi ainda aponta que das 22 crianças albergadas atualmente, 15 sofreram violência sexual e física. Aqueles que desejarem visitar ou mesmo fazer alguma doação ao Centro Social podem se dirigir ao bairro Belo Ramo, pela rodovia BR-163. Os telefones para contato são: (66)- 3531-2259 e 3532-0707.

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