
Grêmio e Santos alternaram momentos de superioridade neste domingo, no estádio Olímpico. O oportunismo de Réver e a categoria de Molina protagonizaram o empate por 1 a 1 na estreia de ambos no Campeonato Brasileiro.
A postura ofensiva das duas equipes mostrou porque ambas passam por boa fase - o Peixe foi vice-campeão paulista e o Grêmio segue bem na briga pelo tricampeonato da Libertadores. O placar sem gols na primeira etapa não refletiu o que aconteceu em campo.
O Santos voltou a abusar da velocidade de Neymar e Madson e dos passes precisos de Paulo Henrique. Se Kléber Pereira tivesse o oportunismo de outros tempos, poderia ter dado boa vantagem no marcador. Assim como o Grêmio, que nos pés e na cabeça de Jonas e Maxi López arrancou vários suspiros da torcida.
O meio de campo gremista era mais envolvente, enquanto o Santos perdeu poder de criação com a saída de Triguinho, machucado.
O segundo tempo começou do mesmo jeito, mas mudou rápido. O Grêmio seguia atacando mais, até que o técnico Marcelo Rospide sacou Maxi López e Jonas, para colocar Alex Mineiro e Túlio.
Sem a dupla de ataque titular, os gremistas perderam força ofensiva, ao contrário do Santos, que quase abriu placar com Molina e Kléber Pereira.
A surpresa foi que o gol saiu no pior momento do Grêmio na partida. Em contra-ataque, Réver apareceu como elemento surpresa, deu um leve corte na marcação e chutou no canto de Douglas para abrir o placar.
Mas a festa durou pouco, só nove minutos. Molina, que entrara no segundo tempo, bateu falta com perfeição no ângulo para deixar tudo igual e fazer o Santos levar um ponto para a Vila Belmiro.

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